
Des(construa) o feed perfeito!
O Livro Modernidade liquida, Zigmut Bauman fala sobre um dos aspectos da identidade fluida e que praticamente tudo é feito para expandir-se para além do local, inclusive o ser humano.
“O tempo líquido permite o instantâneo e o temporário…”
O tempo líquido citado por Bauman encaixa perfeitamente em nosso contexto, onde tudo é rápido e passageiro. Modismos digitais aparecem e desaparecem em uma velocidade espantosa, sem dúvida é difícil acompanhar ou mesmo adaptar-se as novidades que surgem.
Uma corrente já bastante divulgada é a preocupação em como e o que apresentar no feed do instagram. Navegando na internet é possível encontrar inúmeros blogs que ensinam como ter o instagram “perfeito”. Chegam até ditar regras estruturais, de composição, app, combinação de filtros e um série de ferramentas que prometem “harmonizar” o perfil.
Mas será que uma estrutura estética tão rígida, das redes sociais, passam realmente a mensagem que o seguidores precisam para se conectar?
Em seu livro, Bauman fala sobre um movimento da passagem da modernidade sólida para a líquida, sendo que a modernidade líquida reflete exatamente o momento digital que vivemos.
“…Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria.. “
Dentro do instagram o trabalho, seja ele físico ou não, é o produto mais ofertado e apresentá-lo de forma assertiva é o que torna essa fixação pelo feed perfeito uma corrente contemporânea.
O engessamento da estrutura, a necessidade de padrões ou mesmo a repetição de imagens, provoca muitas vezes, o efeito contrário que se espera.
Se as pessoas não se sentem conectadas com o conteúdo das suas redes sociais elas não seguem de fato o seu produto ou marca, sendo assim elas não propagam o seu diferencial.
Reinventar-se ,seja no mundo digital ou na vida é uma maneira de não se tornar obsoleto e aproveitar as mudanças é uma excelente oportunidade de desconstruir toda regra que impede você ou a sua marca de ser um referência. O feed perfeito que abordamos aqui é aquele perfil vivo, que tem movimento, é atual e interativo.
Para tanto, ainda que os perfis empresariais necessitem de algumas normas de identidade visual, a experiência com a marca em ambiente digital precisa ser fluida e conectar-se com o publico, afim de que se crie cada vez mais propagadores da sua marca
A desconstrução que acreditamos, é acima de tudo a humanização do feed e esse é o grande desafio, uma vez que é necessário manter uma identificação visual da marca com o público alvo.
Mas só alavancam indicadores empresas que já perceberam que estar próximo dos seus seguidores nas redes sociais está muito além de reproduções gráficas nos posts.
Ganham admiração e embaixadores, marcas que mostram o melhor da empresa, produto ou serviço. Utilizam todas as formas de interação para ouvir o que o público tem a dizer e acima de tudo não se privam de mostrar de fato suas rotinas, estrutura equipe, parceiros e principalmente gestores.
Essa aparente vulnerabilidade é a essência da conexão e a chave para o feed perfeito.